
Neste sábado, 9, o Centro da cidade será palco de uma das mais tradicionais manifestações de cultura popular do país: a folia de reis. A Funalfa, em parceria com a Associação das Folias de Reis e Charolas de Juiz de Fora, promove o X Encontro de Folias de Reis, no Parque Halfeld, a partir das 16h. Doze grupos participam do evento, que também terá a Missa de Santos Reis, celebrada pelo padre Guanair, com a benção das chaves. Desde o dia 24 de dezembro, as folias realizam caminhadas por Juiz de Fora e região. Eles seguem a tradição de visitar as casas, tocando músicas em louvor aos "Santos Reis" e ao nascimento do Menino Jesus.
As folias vão sair de suas comunidades em direção ao Parque Halfeld. Às 16h, dois grupos convidados, o Sagrado Coração de Jesus, de Juiz de Fora e uma folia de Matias Barbosa fazem exibições para o público. Às 17h, o Padre Guanair celebra a missa de “Santos Reis” e faz a benção das chaves. Logo após, mais dez grupos de folia fazem apresentações. Cada um terá 20 minutos para mostrar a tradição cultural que preserva. Os grupos participantes são: “Resposta do Oriente” e “Sinal dos Três Reis Magos”, do bairro Bela Aurora; “A Caminho de Belém”, do bairro Ipiranga; “Caminho de Belém”, do Previdenciários; “Viagem dos Três Reis Magos”, do Santa Efigênia; “Viagem de Maria Santíssima”, do Vale Verde; “Esplendor do Pai Eterno”, do Milho Branco; “Estrela de Belém”, de Teixeiras; “Estrela D’alva”, do bairro Nossa Senhora de Liurdes e “Estrela da Guia”, do Dom Bosco.
A tradição da folia
A Folia de Reis chegou ao Brasil através dos portugueses, mas logo tomou características próprias. Em Portugal, a festa tinha como finalidade a diversão do povo, já no Brasil, ganhou um sentido mais religioso que profano. A Folia de Reis, cujo ciclo de apresentações vai de 24 de dezembro a 6 de janeiro (Dia de Reis), reproduz a viagem dos Reis Magos a Belém para adorar Jesus Cristo. A trajetória acontece em meio a cânticos com versos que são preservados de geração em geração através da tradição oral.
Os organizadores e integrantes das folias geralmente participam da iniciativa por devoção ou para pagar promessas que visam benções divinas, como restabelecimento de saúde, melhoria nas condições financeiras ou resolução de problemas pendentes. Ao fazer a promessa, o folião se compromete a participar da Folia por, no mínimo, 7 anos, podendo refazer o compromisso.
Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos os foliões seguem pela noite adentro em longas caminhadas, levam a bandeira - estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos - a qual tributam especial respeito. Vão liderados pelos mestre e contra-mestre, figuras de relevância. Eles são os puxadores do canto, conhecido como toada, no qual o mestre canta e os outros foliões respondem.
Outra figura de destaque na folia é o bandeireiro ou alferes da bandeira, uma função considerada de grande responsabilidade. Já os palhaços chamam a atenção por causa da irreverência nas apresentações e por se vestirem com máscaras confeccionadas com pele de animais. Há interpretações de que eles representam os soldados de Herodes, perseguidores do Menino-Deus. Alguns mestres apresentam a alternativa de que sejam o próprio Satanás. Para os espectadores da folia, e para o povo em geral, os palhaços têm parte com o diabo.
Algumas folias não permitem a participação de mulheres. Outras as aceitam no papel de Virgem Maria, de rainha da folia, de pastorinha, como porta-bandeira ou, ainda, como auxiliares dos cantores para fazerem a voz em falsete, considerada difícil e cansativa para a voz masculina. Ao encerrar o ciclo de apresentações, as Folias costumam dar uma festa para agradecer as contribuições recebidas.
As folias vão sair de suas comunidades em direção ao Parque Halfeld. Às 16h, dois grupos convidados, o Sagrado Coração de Jesus, de Juiz de Fora e uma folia de Matias Barbosa fazem exibições para o público. Às 17h, o Padre Guanair celebra a missa de “Santos Reis” e faz a benção das chaves. Logo após, mais dez grupos de folia fazem apresentações. Cada um terá 20 minutos para mostrar a tradição cultural que preserva. Os grupos participantes são: “Resposta do Oriente” e “Sinal dos Três Reis Magos”, do bairro Bela Aurora; “A Caminho de Belém”, do bairro Ipiranga; “Caminho de Belém”, do Previdenciários; “Viagem dos Três Reis Magos”, do Santa Efigênia; “Viagem de Maria Santíssima”, do Vale Verde; “Esplendor do Pai Eterno”, do Milho Branco; “Estrela de Belém”, de Teixeiras; “Estrela D’alva”, do bairro Nossa Senhora de Liurdes e “Estrela da Guia”, do Dom Bosco.
A tradição da folia
A Folia de Reis chegou ao Brasil através dos portugueses, mas logo tomou características próprias. Em Portugal, a festa tinha como finalidade a diversão do povo, já no Brasil, ganhou um sentido mais religioso que profano. A Folia de Reis, cujo ciclo de apresentações vai de 24 de dezembro a 6 de janeiro (Dia de Reis), reproduz a viagem dos Reis Magos a Belém para adorar Jesus Cristo. A trajetória acontece em meio a cânticos com versos que são preservados de geração em geração através da tradição oral.
Os organizadores e integrantes das folias geralmente participam da iniciativa por devoção ou para pagar promessas que visam benções divinas, como restabelecimento de saúde, melhoria nas condições financeiras ou resolução de problemas pendentes. Ao fazer a promessa, o folião se compromete a participar da Folia por, no mínimo, 7 anos, podendo refazer o compromisso.
Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos os foliões seguem pela noite adentro em longas caminhadas, levam a bandeira - estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos - a qual tributam especial respeito. Vão liderados pelos mestre e contra-mestre, figuras de relevância. Eles são os puxadores do canto, conhecido como toada, no qual o mestre canta e os outros foliões respondem.
Outra figura de destaque na folia é o bandeireiro ou alferes da bandeira, uma função considerada de grande responsabilidade. Já os palhaços chamam a atenção por causa da irreverência nas apresentações e por se vestirem com máscaras confeccionadas com pele de animais. Há interpretações de que eles representam os soldados de Herodes, perseguidores do Menino-Deus. Alguns mestres apresentam a alternativa de que sejam o próprio Satanás. Para os espectadores da folia, e para o povo em geral, os palhaços têm parte com o diabo.
Algumas folias não permitem a participação de mulheres. Outras as aceitam no papel de Virgem Maria, de rainha da folia, de pastorinha, como porta-bandeira ou, ainda, como auxiliares dos cantores para fazerem a voz em falsete, considerada difícil e cansativa para a voz masculina. Ao encerrar o ciclo de apresentações, as Folias costumam dar uma festa para agradecer as contribuições recebidas.